Músicas

terça-feira, 27 de maio de 2014

Fui ajudar dois deficientes e quase apanhei

É gente, por pouco não levei uma surra daquela por causa de um simples equívoco praticado por eu mesmo.
Estava eu passando lindamente na rua, nas proximidades do P. do Carmo quando presenciei dois meninos dançando de forma diferente, até achei que fossem deficientes e com muita garra fui tentar ajudá-los pois os mesmo estavam na rua, onde passavam muitos carros, fiquei aterrorizado e fui tirá-los de lá néam, pois eles poderiam sofrer algum acidente e no exato momento não vi nenhum familiar daqueles jovens no local, mas ouvia bem alto uma poluição sonora que estava acabando com meus tímpanos, era tanto palavrão naquele trecho pseudo musical que tive que me transformar friamente em um super-herói para poder salvar os meninos.
Ao avistar ao longe os passos meios que desconsertantes e umas jogadas de mão que ia na boca, no olho e no ouvido, tratei logo de correr pois ingenuamente achei que aquilo se tratava de algum problema psicológico no qual eles se encontravam, a música estava tão alta que ouvia-se do ponto onde eu estava e olha que não era perto, mais ou menos uns 700 metros.
Rapidamente corri até os erês e já peguei um no colo e levei para a calçada, estava tão apreensivo com aquilo que só estava pensando em tirar o outro da rua e pedir por ajuda nas casinhas que tinham perto da rua, eis que quando fui pegar o segundo menino o outro grita:
- você está tirando? - peguntou um dos meninos
- Claro, fica ai que já chamo ajuda (disse-lhe com entusiasmo)
- Ê mano, ta loco tio? - perguntou o segundo garoto
Eu confuso, cosei a cabeça e perguntei aos dois se eles estavam bem, eles sem entenderem nada com tom agressivo começaram a fazer ameaças.
Em um momento de raiva súbita aos berros disse aos dois:
- Vocês fizeram eu descer até aqui correndo, minha bronquite até atacou porque eu estava afim de ajudar vocês dois e agora vocês estão me tratando com agressividade? Me dê dois motivos pra eu não rodar a baiana e quebrar a cara de vocês, seu charlatões.
Meus amore de repente escuto uma voz que ecoava atrás de mim perguntando o que estava pegando, quando olhei para trás tinha três cafuçus enormes com sangue nos olhos, matematicamente virei da Xitaran e corri a mesma rua que havia descido, ninguém me pegou.
Estou até agora chateado pois eu queria apenas ajudar, mas fui tratado com indiferença pelos demais. Estou triste e sem chão, é difícil fazer uma boa ação no Brasil.

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