Era necessário sempre, na verdade quase sempre um cigarro aceso, um copo de bebida barata, roupa pouco exemplar, um jeito arrogante, uma máscara falsa só pra impressionar ou colocar medo aos demais, apenas máscara, no fundo era só atenção que precisava, só atenção.
O espelho era o seu maior inimigo ou melhor amigo é tanta expansão de bipolaridade que o mesmo se perdia no mínimo de narcisismo que lhe cobria a mente, a matéria, a sua arrogância. Poucos amigos, falsos amigos, imaginários amigos, um ato sadio sádico de extrema carência, mas se isso lhe fazia bem o jeito era permanecer no achismo.
Os problemas começaram na infância e olha que se tinha de tudo, a forma mimada em que foi tratado era invejável, chorava e conseguia o que queria, fazia birra, bico e se descabelava até ter o que queria, já até se jogou num asfalto recém feito pra algum carro passar por cima, olha que isso ocorreu aos 8 anos. O tempo passou, o mimo continuou, sua arrogância cresceu, sua pretensão mais ainda, seu choro era interno e esse nem sabia o porquê da existência, se é que existia vai ver era apenas um fruto falso como seu ego quebrado que nem sabia o porquê, nossa quantos questionamentos.
O mundo dos adultos é diferente e põe diferente nisso, viu-se isso depois de grande porém com a alma de uma criança que trouxe consigo um mimo cancerígeno que pelo exemplo levou junto ao seu túmulo que cavou-se e se enterrou-se.
Hoje perambula, flash memoráveis e questionamentos insustentáveis, também né...
Não tem um porquê, ou talvez possa ter, quem sabe.


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